Editorial
Como gostar de clássicos?
Grande parte dos clássicos é fácil de ler — e pode fazer você querer mais
Se você é uma das pessoas que diz que não gosta de clássicos, você não está sozinho. A maioria dos leitores provavelmente não teve uma boa primeira experiência com esse tipo de leitura. Mas isso poderia ser diferente.
A Brasiliaris quer mudar a sua visão dos clássicos.
E se eu te disser que grande parte dos clássicos é fácil de ler — e pode fazer você querer mais?
“Então por que só li clássicos chatos na escola?”
A culpa não é sua. Nem dos seus professores. Eles simplesmente adotam o que é determinado pelas escolas e pelo governo. São livros ruins? Não. São livros difíceis? Muito difíceis.
A Brasiliaris vai trazer para você clássicos dos mesmos autores que você viu na escola, mas que vão fazer você gostar de ler.
Ao invés de O Alienista, de Machado de Assis, vamos te apresentar Casa Velha, uma história de amor entre dois jovens que enfrentam a oposição da família por causa da diferença social.
Ao invés de O Cortiço, de Aluísio Azevedo, vamos te apresentar Mattos, Malta ou Matta?, um dos primeiros romances policiais do Brasil, cheio de mistério, identidade trocada e reviravoltas.
E tem também O fim do mundo, uma das primeiras narrativas de ficção científica do Brasil, em que a população precisa fugir após a notícia de que um asteroide vai atingir a Terra. Um livro curto, para ler de uma vez só e descobrir o que acontece. Escrito por Joaquim Manuel de Macedo, o mesmo autor de A Moreninha, que também faz parte da nossa coleção — uma história de amor passada na Ilha de Paquetá, onde um jovem aposta com os amigos que não vai se apaixonar.
É claro que vamos trazer O Cortiço, com notas explicativas que ajudam você a entender melhor o livro. Mas ele aparece mais adiante no caminho.
A coleção inicial da Brasiliaris tem 100 clássicos: muitos fáceis de ler e alguns mais famosos, que também precisam ser conhecidos. Quando você chegar neles, já vai estar envolvido com a leitura.
Teremos muitos livros de contos também. De Machado de Assis, certamente — nosso maior contista. Mas você também vai conhecer Lima Barreto e A Nova Califórnia, onde um cientista afirma que consegue transformar ossos em ouro. A cidade inteira corre para o cemitério em busca de riqueza. E quando os ossos acabam… talvez o próximo seja o do seu vizinho.
Nesses 100 livros, há peças de teatro, escritas só em diálogos, para quem quer ir direto ao ponto. Há comédias engraçadíssimas, poesia, histórias de terror, relatos sobre a vida dos imigrantes no Brasil, dramas de adultério — onde o medo do ridículo pode ser mais forte do que a própria vida — e também obras históricas, como A Escrava Isaura, uma das narrativas mais conhecidas do país.
Pode ser que você não goste de todos. Mas vai se surpreender com muitos. Vai se divertir, aprender e querer descobrir ainda mais desses autores que ajudaram a formar uma das literaturas mais originais do mundo.
Bem-vindo. E boa leitura.
